Vamos falar sobre essa história que foi tão importante na minha vida e na de muitas pessoas...





A Alemanha nazista, sempre foi um assunto que gerou muita repercussão e polêmica e acabou rendendo vários filmes e livros, que emocionam e tocam muita gente. 
Entre os meus favoritos, encontramos "A menina que roubava livros". Algumas pessoas que eu conheço, desistiram de ler o livro pois o achavam triste demais e pouco significativo, mas apesar disso, mesmo não se tratando de uma história real, eu nunca encontrei um relato tão sensível em relação aos conflitos internos dos personagens como esse. 


O livro conta a história de Liesel Meminger, uma criança que foi abandonada pelos pais comunistas e entregada aos cuidados de Hans e Rosa Hubermann, um casal sem condições financeiras (um pintor e uma lavadoura de roupa) que sobreviviam como podiam no período da guerra.
Logo no inicio, Liesel enfrenta a morte prematura do seu irmão caçula, o que acaba resultando no primeiro de muitos roubos de livros que ela irá cometer. 
Liesel passou a frequentar a escola e a jogar futebol com as crianças da vizinhança. Foi assim que conheceu Rudy,seu vizinho e futuro melhor amigo, que esteve com ela durante a maior parte do enredo. Um menino de família humilde que está constantemente com fome.
 No meu critério, Rudy é o personagem mais marcante da história. Ele não é um judeu, algum rico que despreza a vida ou um soldado, como encontramos na maioria dos clichês sobre o período nazista. Ele é o menino que se pintou com carvão para ser como o corredor Jesse Owens, alguém que dá um ursinho para um soldado americano, que distribui pão para judeus mesmo que ele próprio esteja com fome, que salta nas águas geladas do rio Amper para recuperar um dos livros de Liesel. E aí está: Liesel. Durante toda a história, Rudy é perdidamente apaixonado por ela, mas acima de qualquer coisa, ele é o amigo mais encantadoramente fiel que alguém poderia querer ter.
Liesel se apega imediatamente a seu pai adotivo: Hans Hubermann. Pai esse, que lá pelo meio do livro, passa a esconder um judeu em seu porão: Max. 
Max é o personagem que mais auxilia Liesel a lidar com seus conflitos internos que ocorreram durante a guerra. A mostra-la como era viver em uma país como aquele e a superar o trauma de ter sido abandonada, quando ele mesmo abandonou sua familia em busca de segurança. E é quando Liesel as descobre com  maior intensidade. Liesel descobre o poder que as palavras tinham. 
E nasce nela a compulsão por roubar livros. Na maioria das vezes acompanhada por Rudy, Liesel acaba se tornando uma "visitante" frequente da biblioteca da esposa do prefeito. Algumas vezes como convidada, outras como ladra. E é no meio disso tudo, que a guerra vai se intensificando ao redor dos personagens. 

Antes de qualquer coisa, a história é simples: sobre uma menina, um judeu, seus pais e seu melhor amigo. Mas a forma em que a trama se desenrola, torna impossível que você não se cative pelos personagens. Pela menina que se agarrou as palavras. No porão ao lado do judeu, no abrigo anti-bomba. Alguém que o tempo todo, esperava um lugar melhor, mesmo conhecendo a realidade.  E não tem como, de certa forma, não se identificar com os personagens. Personagens esses que tem suas histórias narrada pela própria morte. 

O final, além de triste, é surpreendente, e eu espero que vocês mesmo descubram, lendo o livro *-*

A história vai chegar ao cinema no inicio do ano que vem, e para mim, resta esperar avidamente o momento de reencontra-los de uma nova forma. 




Eu considero esse livro, uma das maiores lições que eu tive na minha vida e agora estou aqui, compartilhando com vocês. Ele possuí uma ternura que é surpreendente, além de frases belíssimas e inspiradoras. Espero que gostem e que deem opiniões. Beijinhos ♥♥

" E juntos eles voltaram pra casa.
Ele era o menino maluco que se pintara
 de preto para correr de madrugada
Ela era a roubadora de livros que não tinha palavras.
Mas acredite, as palavras estavam a caminho
e quando elas chegassem, Liesel as seguraria
nas mãos como nuvens, e as torceria feito chuvas."




" Porque quando a morte conta uma história, você tem que parar para ouvi-la" 





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